O Evento

Apresentação

Em 10 de julho de 2014 toda a comunidade de associados à Comissão de Integração Energética Regional – CIER comemorou os 50 anos de fundação dessa Comissão, que ora tem como missão “Promover e impulsionar a integração do Setor Energético Regional com ênfase na interconexão dos sistemas elétricos e nos intercâmbios comerciais, a cooperação mútua entre seus associados, a gestão do conhecimento e a promoção de negócios sustentáveis”. Esta missão foi desenhada por representantes dos 16 países que participam da CIER como início de um processo que visa estabelecer diretrizes que resultem numa profunda renovação estrutural, adequando-a ao atual cenário do setor energético da América do Sul, Central e Caribe.

E 2016 é o ano em que o Comitê Brasileiro da CIER – BRACIER comemora seu Jubileu de Ouro, e por sua importância para a CIER, estamos organizando o Seminário Internacional de Integração Energética – BRACIER 50 ANOS, para não só realizar uma grande confraternização com nossos afiliados, vizinhos e parceiros, mas também possibilitar o debate de temas avaliados como prioritários por nossos associados e o compartilhamento de informações relevantes e atuais para o setor energético regional.

A integração energética na região da CIER avançou muito nesses pouco mais de 50 anos, estando, contudo ainda muito distante de atingir um nível adequado ao seu imenso, mas limitado potencial energético e as condições ideais para o atendimento à crescente demanda por energia elétrica da população e para o desenvolvimento da economia local. Considerando a importância da integração energética no cenário atual como alternativa para o aumento da segurança de suprimento e eficiência energética entre os países, o planejamento da expansão da oferta de energia elétrica em nível regional surge como um instrumento fundamental de apoio para os Governos Nacionais. Por outro lado, implementar uma mudança de cultura nos planos energéticos de expansão dos países para que considerem não só as possibilidades internas como também as externas, não é uma tarefa simples, da mesma forma que é complicado a um governante harmonizar o investimento nacional com interesses regionais, já que tal ação atinge diretamente os resultados das organizações públicas e privadas atuantes neste setor, além de contrariar interesses dos defensores da soberania do país.

Também nestes 50 anos o setor energético regional sofreu profundas modificações, inclusive na natureza das empresas que nele atuam. De majoritariamente comandadas pelo estado, o setor passou a contar com a participação de empresas privadas, sendo que hoje há países onde o predomínio é da iniciativa privada e outros em que capital público e privado convivem em distintas proporções. Neles, o estabelecimento de um marco regulatório e de um agente regulador para o setor é fundamental.

Durante este mesmo período, de maneira gradual e constante as questões socioambientais foram ganhando maior importância e valores proporcionalmente crescentes nas planilhas de custos de projetos de energia elétrica, com o objetivo original de compensar os inevitáveis impactos às populações afetadas e ao meio ambiente como um todo.  O maior peso financeiro também buscava direcionar esforços e investimentos das pesquisas para o desenvolvimento e implantação de novas e mais eficientes tecnologias que resultassem em plantas para geração de energia a partir de fontes renováveis e que menores impactos causassem. Por outro lado, praticamente toda a região tem sido afetada por fenômenos climáticos extremos. Dois ciclos seguidos de El Niño vêm causando representativas mudanças no regime de chuvas em várias subregiões e, por conseguinte, na capacidade de geração de energia elétrica dos países com forte participação das fontes hidroelétricas. A diversificação da matriz energética regional, com a introdução de fontes renováveis, como eólica e solar, vem sendo proposta e incentivada, na busca de solução para esse sério problema.

A inovação constante sempre foi outra característica do setor energético, seja pela busca de maior rendimento de equipamentos, plantas ou de tecnologias que causem menores impactos ou que possam tornar mais precisas as relações entre fornecedores e consumidores de energia elétrica. Estas inovações permitirão aos “consumidores do futuro” ter um papel ativo no equilíbrio oferta-demanda, otimizando o uso dos recursos, reduzindo perdas e proporcionando aumento no nível de conforto. Contudo, a implantação de novas tecnologias na nossa região nem sempre acompanhou a dinâmica do resto do mundo, dependendo fundamentalmente dimensão dos investimentos envolvidos e da possibilidade do reconhecimento e da recuperação dos mesmos via tarifa.

inscricoes

Público Alvo

Para o desenvolvimento da agenda proposta serão convidadas autoridades governamentais e empresas, bem como representantes de instituições financeiras, de investimento e de especialistas do setor, que, como palestrantes e panelistas irão oferecer sua expertise, apresentando sua visão sobre a situação atual e o futuro do setor elétrico regional.

O evento é dirigido a diretores e profissionais de empresas do setor energético, representantes de entidades governamentais, reguladores, representantes de associações da indústria elétrica e a sociedade civil, organismos internacionais do setor energético, consultores do setor e universidades.

BRACIER E CIER:
O BRACIER é uma entidade não-governamental sem fins lucrativos que congrega empresas e entidades do setor elétrico brasileiro, incluindo o Ministério de Minas e Energia – MME, a Eletrobras, a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE, o Operador Nacional do Sistema Elétrico – ONS, o Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – CEPEL, dentre outras. O BRACIER é, por estatuto, gerido pela Eletrobras, que exerce a sua Presidência e a sua Secretaria Executiva.

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www.bracier.org.br

A CIER é uma entidade sem fins lucrativos fundada em 1965 e sediada em Montevidéu, e atua com o objetivo promover a integração eletroenergética entre os países da América Latina e Caribe, bem como aumentar a eficiência e segurança do setor. Possui Comitês Nacionais na Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai e Venezuela, Uruguai e Peru. Também congrega um Comitê da América Central e Caribe (CECACIER), um membro associado da Espanha e algumas entidades vinculadas. 263 empresas compõe a associação.