Gás da Bolívia fica 3,86% mais caro

gas_natural_02.jpgDA AGÊNCIA ESTADO O preço do gás boliviano importado pelo Brasil subiu 3,86% no início do ano. A alta faz parte do sistema trimestral de reajustes previsto em contrato, que acompanha as cotações do preço do petróleo no mercado internacional. Segundo levantamento feito pelo site boliviano Hidrocarburosbolivia.
com, trata-se do sétimo aumento seguido no preço do gás vendido à Petrobras, que hoje custa US$ 6,45 por milhão de BTU (unidade de medida de poder calorífico).

"O preço do petróleo vem subindo no exterior, é natural que, pela aplicação da fórmula, o gás boliviano suba também", comentou o especialista Marco Tavares, sócio da consultoria GasEnergy. A fórmula acompanha a variação de uma cesta de óleos combustíveis nos dois trimestres anteriores ao reajuste.

No fim de 2010, o preço do petróleo rondava os US$ 90 por barril, resultado de meses de alta em recuperação às perdas após a crise econômica.

O ciclo de alta do preço do gás boliviano se iniciou no segundo trimestre de 2009, depois de o valor ter atingido os US$ 4,34 por milhão de BTU em função da crise. Desde então, a alta acumulada é de 48,6%. O preço deste início de 2011, porém, ainda é inferior ao verificado no trimestre anterior à crise, quando o gás boliviano atingiu a cifra de US$ 10,35 por milhão de BTU. Na ocasião, o petróleo chegou perto dos US$ 150 por barril.

O repasse dos preços para o consumidor final depende do contrato de cada distribuidora de gás canalizado. Geralmente, as companhias têm um reajuste anual, que contempla as variações no preço do insumo durante o ano. Na Comgás, por exemplo, a data para o reajuste é 31 de maio. Em dezembro, porém, a companhia recebeu determinação da Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp), a reduzir as tarifas por conta da compra de gás mais barato em leilões promovidos pela Petrobras.

Em entrevista recente, a diretora de Gás e Energia da estatal, Maria da Graça Foster, afirmou que a empresa vai manter a política de leilões com o objetivo de reduzir o preço do gás para o consumidor final no Brasil. Os leilões são feitos na modalidade de fornecimento flexível, liberando para a indústria gás que não estiver sendo usado por usinas térmicas.(O Globo, 20/01)

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