BNDES deve financiar novos projetos de PCHs

bndes 03.jpgO Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deve lançar novas condições de financiamento para projetos de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) e de usinas a biomassa para incentivar a participação destes empreendimentos no leilão de energia A-5, marcado para quinta-feira, afirmou ontem o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim.  O governo federal solicitou ao BNDES uma melhora nas condições de financiamento para PCHs e usinas a biomassa, buscando atender pleitos dos setores. Segundo Tolmasquim, a cadeia de fornecedores reclamava da menor participação das PCHs nos leilões e, no caso das usinas a biomassa de cana, a iniciativa também considera a visão do governo de tentar estimular indiretamente a produção de etanol. "Acho que biomassa e PCHs vão voltar no leilão de quintafeira e o BNDES deve lançar um pacote para tornar esses empreendimentos mais competitivos", disse Tolmasquim, lembrando que o preço-teto pelo megawatt-hora (MWh) do leilão será de R$ 140.

 
Contratação
 
O leilão A-5 prevê a contratação antecipada de energia elétrica que só começará a ser produzida daqui a cinco anos. Ou seja, as distribuidoras tentarão comprar, em 2013, energia que só será entregue em 2018. Trinta e seis projetos serão ofertados no leilão de quinta- feira: uma usina hidrelétrica, três usinas termelétrica a carvão, 16 termelétricas a biomassa e 16 PCHs. O presidente da EPE disse também que projetos de usinas solares foram inscritos para o leilão A-3 programado para novembro deste ano, mas considera pouco provável que sejam contratados na  competição. "Teve muita gente inscrito em solar, mas no A-3 é muito pouco provável que seja contratado porque vai concorrer com outras fontes e o prazo para construção é muito mais curto", disse.
 
Tolmasquim disse que ainda há um pedido de um grupo de empreendedores para incluir a energia solar do leilão A- 5 de dezembro, mas por enquanto isso não está permitido. O presidente da EPE defendeu uma "pequena entrada de solar na matriz" como forma de adquirir experiência e criar "massa crítica" sobre a fonte de energia, mas não revelou como isso poderia ser feito.
 
Itaocara
 
Tolmasquim disse também que no leilão A-5 do fim do ano, o governo pretende incluir a hidrelétrica Itaocara, no Rio de Janeiro, cuja concessão foi devolvida por Light e Cemig. As empresas devolveram a concessão da usina este mês à União porque não conseguiram extensão do prazo de concessão da usina, que foi licitada há cerca de uma década mas não saiu do papel por dificuldades para obter licenças ambientais necessárias para sua viabilização. "Estamos estudando colocar Itaocara no leilão de dezembro. Estamos calculando o preço teto para mandar para o TCU junto com as outras", disse Tolmasquim. "Itaocara já tem até licença de instalação e acho que tem chance de entrar", adicionou.
 
Já em relação à hidrelétrica Três Irmãos, que pertencia à Cesp e cuja concessão não foi renovada dentro do processo de renovação promovido pelo governo no início do ano, está previsto um leilão específico que pode ocorrer até 2014. A previsão inicial era de que o leilão da usina ocorresse em setembro, mas Tolmasquim disse ontem que a licitação poderá ocorrer até o início do ano que vem. (Com agências) (Jornal do Commercio - RJ, 27/08)
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