Governo decide incluir eólicas no A-5 e fonte pode repetir sucesso de 2011

eolica 37.jpgAbeeólica foi pega de surpresa pela boa notícia

Depois de vetar a participação da fonte eólica nos leilões A-5 - cuja entrega de energia se dá em cinco anos à frente, o governo voltou atrás e incluirá a participação da fonte no certame previsto para dezembro. "O ministro (Edison Lobão) pediu para incluir as eólicas no A-5. O MME está cuidando dos detalhes técnicos", confirmou a assessoria de comunicação do ministério.
 
A notícia pegou de surpresa o setor, segundo o presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Elbia Mello. "Não era de conhecimento da ABEEólica, mas tínhamos falado com o ministério, argumentando sobre a importância das eólicas no A-5", disse a executiva, em entrevista ao Jornal da Energia.
 
Para ela, com a previsão de mais dois leilões com a participação das eólicas, é possível que o desempenho de 2011 se repita. "Há grandes chances de se repetir o sucesso de 2011, quando 2,7GW eólicos foram contratados em três leilões", estimou Elbia.
 
Para o diretor de Estudos de Energia Elétrica da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), José Carlos de Miranda Farias, o bom resultado do leilão de reserva - que contratou 1,5GW de eólicas na última sexta-feira (23/8) - contribuiu para o ministro rever a restrição em relação à fonte. "Mesmo com todas as mudanças, o preço ainda foi muito competitivo", observou Farias, se referindo ao conjunto de fatores que pressionava a competitividade dos parques eólicos nesta ano: dólar valorizado, novas regras de financiamento do BNDES, restrição da transmissão e nova regra de garantia física (P90).
 
Os empreendedores tem até 5 de setembro para inscrever os projetos no leilão A-5 de dezembro. No entanto, pela experiência de Farias, esse prazo de ser estendido para que as eólicas tenham tempo para se habilitar. Uma portaria deve ser publica pelo MME em breve, oficializando a inclusão das eólicas.
 
"A portaria precisa ser publicada logo, pois tem todo o processo de habilitação", alertou Elbia Mello. A executiva tem convicção de que o leilão terá uma metodologia diferenciada, em que a competição deve ser segregada por produto. "Deve ser algo parecido com o que fazíamos no passado, com produtos diferenciados, em que o próprio leiloeiro define as cotas de contratação."
 
Para Elbia, o mais importante é que o sinal está dado. "O investidor estava preocupado, mas agora o sinal está dado. Os empreendedores podem preparar os seus projetos e a indústria pode continuar confiando no Brasil", concluiu a executiva da ABEEólica.
 
Nesta quinta-feira (29/08), acontece o primeiro leilão A-5 do ano, em são Paulo, mas apenas com a participação de hidrelétricas, térmicas (gás e carvão) e biomassa. A EPE habilitou 36 projetos, que somam 3.535MW de capacidade. A entrega de energia prevista para janeiro de 2018. O segundo A-5 está previsto para dezembro, mas sem data definida. A fonte eólica ainda participa do leilão A-3, que acontece no dia 18 de novembro.  (Jornal da Energia, 28/08)

 

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