Chipp defende diversificação de fontes na matriz

hermes chipp 02.jpgComissão de Minas e Energia debateu participação do carvão mineral na matriz energética.

Durante o debate na Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (09/10), o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema (ONS), Hermes Chipp, afirmou que além da segurança energética, o Brasil não pode optar por uma única fonte de geração de energia.
 
“O país não pode abrir mão de nenhuma fonte que seja disponível e viável economicamente. Eu acho que tem que colocar todas as fontes na matriz. E deve fazer um leilão para todas, chegando ao valor de segurança e custo viabilizando todas elas. E aproveitando o privilegio do Brasil ter todas essas disponibilidades”, ressaltou Chipp.
 
Entretanto, Hermes Chipp chegou a defender a biomassa e ressaltou que, apesar de ter sido criticada durante a discussão, ela possui a vantagem da localização. “O maior potencial de biomassa está em São Paulo e Minas Gerais. E são Estados que possui um sistema de subtransmissão de porte. Então, a exploração da biomassa local é vital, porque o investimento no sistema de transmissão e distribuição vai ser muito pequeno. É uma fonte que, apesar de ser sazonal, é inflexível e complementa a matriz energética”, disse o diretor do ONS.
 
De acordo com o deputado Eduardo da Fonte (PP/PE), as usinas termelétricas tendem a aumentar sua participação na matriz energética nos próximos anos, devido ao crescimento da demanda de energia elétrica e a restrição da construção de novas hidrelétricas, apenas a usinas a fio d’água. “A utilização de carvão mineral nas termelétricas, por ter vantagens como custo mais baixo em relação a gás, óleo e diesel, é essencial para a expansão, que é urgente, para garantir a segurança energética do Sistema Interligado Nacional (SIN)”, explicou Eduardo da Fonte na solicitação do debate, juntamente com o deputado Ronaldo Benedet (PMDB/SC).
 
O presidente da Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Energia Elétrica (Apine), Luiz Fernando Vianna, foi um dos que ressaltou a importância do potencial do carvão. “A biomassa é muito importante, mas ela só esta disponível sete meses por ano. O gás também tem as suas dificuldades, esse leilão de dezembro a expectativa é de oferta zero. Então, as opções não são muitas”, afirmou Viana.
 
Já o presidente da Associação Brasileira do Carvão Mineral (ABCM), Fernando Luiz Zancan, ressaltou que existe espaço para incluir termelétricas a carvão na matriz elétrica brasileira, sem afetar as metas da politica de redução de emissões. Todavia, Zancan citou que projetos como o que corre na Comissão de Meio Ambiente, atrapalham a expansão da fonte. “Existe hoje em tramitação o projeto 5634/2013 que visa tirar todo e qualquer incentivo que o carvão tenha e mexer com o pagamento das usinas de carvão pela CDE, ou seja, inviabilizar a indústria do carvão no Brasil”, lamentou o presidente da ABCM. (Jornal da Energia, 10/10)
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