Projeto de reflorestamento é motivo de orgulho e atrai agricultores

21.11.2013 (Jornal do Commercio - RJ)

A hidrelétrica Itaipu comemora este ano um dos maiores projetos de reflorestamento do mundo.

corredor.JPGA hidrelétrica Itaipu comemora este ano um dos maiores projetos de reflorestamento do mundo, o Corredor da Biodiversidade,pelo qual já foram plantadas mais de 24 milhões de árvores de 75 espécies nativas.O projeto está propiciando o crescimento da diversidade genética e a volta de mais de 55 espécies da fauna e flora
 
Foram recompostas 104 mil hectares de mata nativa,que se soma com Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) e ao Parque Nacional do Iguaçu,que tem 180 mil hectares,o que corresponde a mais de 284 mil hectares.
 
A faixa replantada permite que animais de pequeno porte como o Tamanduá Bandeira e araras,formigas e abelha da espécie Jataí,possam ir do Parque Iguaçu até a faixa de proteção do reservatório,que é área limite de proteção dos recursos hidrícos do reservatório.
 
De acordo com dados fornecidos por Itaipu, foram investidos de US$ 6 milhões a 8 milhões por ano na última década no tratamento e resgate de microbacias que compõem o rio Paraná.O corredor é a soma de ações desenvolvidas pela hidrelétrica,em parecerias com 29 municípios que fazem parte da bacia do Paraná 3 (BP3),onde vivem mais de 1 milhão de pessoas.São 20 programas,65 projetos e ações,entre eles,o tratamento de microbacias,proteção de matas ciliares,criação de corredores secos, combate a pesca predatória e conscientização da população ribeirinha.
 
Além da diversidade genética,os projetos trouxeram renda e desenvolvimento social para as comunidades.O reflorestamento do corredor ecológico está atraindo apicultores,que já vivem da renda obtida com a venda do mel e do propólis produzidos pela abelha jataí,que tinha desaparecido da região.Criadores de suínos que antes despejavam dejetos dos porcos no rio,poluindo os mananciais,receberam capacitação e,com o conhecimento adquirido, tornaram-se agentes multiplicadores de biogás para geração de energia.
 
Cerca de 800 pescadores que antes praticavam a pesca extrativista,caracterizada principalmente pela mão-de-obra familiar,com embarcações de porte pequeno,causavam desequilíbrio na cadeia alimentar  o rio.Atualmente,produzem peixes em tanque-rede e retiram mais de 50 toneladas por ano de Pacu.Outra ação considerada relevante foi a criação do refúgio biológico Bela Vista,que possibilitou a reprodução de 212 animais como a Harpia,o veado-bororó,a jaguatirica e o cervo-do-pantanal. A onça pintada não é mais cassada nem ameaçada pelos pecuaristas da região. (Jornal do Commercio - RJ, 21/11)

 

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