Energia solar brilha com a ajuda da China

27.02.2014 (Brasil Econômico)
Serão adicionados 44,5 gigawatts globalmente em 2014, com aumento de 20,9% em relação ao ano passado; o movimento das indústrias do setor chega a US$ 102 bilhões
 
Os desenvolvedores de energia solar no mundo instalarão uma capacidade recorde neste ano, porque  um mercado chinês florescente impulsiona o crescimento, mostrou uma pesquisa da Bloomberg, enquanto os fabricantes na indústria de US$ 102 bilhões começam ter lucros novamente. Cerca de 44,5 gigawatts (GW) serão adicionados globalmente, um aumento de 20,9% em relação às instalações do ano passado, segundo a média de estimativas de nove analistas e empresas. A cifra equivale à produção de dez reatores nucleares. Em 2013, a capacidade nova aumentou 20,3%, após um ganho de 4,4% em 2012.
 
A China se transformou no maior mercado de energia solar em 2013, o que ajudou a pôr fim a uma queda de dois anos para os fabricantes da indústria. O apoio estatal aos projetos fotovoltaicos (PV) no país, o maior consumidor de energia do mundo, fez com que os custos de instalação despencassem, pois o governo procura acelerar o desenvolvimento da energia renovável para reduzir a poluição. "Após dois anos de fortes quedas, a indústria global de energia solar está se recuperando", disse Ash Sharma, diretor sênior de pesquisa sobre energia solar da IHS, em Englewood, Colorado.
 
O crescimento na China, no Japão e nos Estados Unidos, onde os preços dos painéis solares caíram e os governos aumentaram os subsídios, está compensando o menor número de instalações na Europa, líder da indústria até 2012. Produtores americanos e asiáticos como a SunPower e a Yingli Green Energy, estão recuperando os lucros após dois anos de perdas causadas por uma superabundância de painéis. Ofenômeno se reflete nos preços das ações das empresas de energia solar, que subiramnos últimos doze meses. O índice NYSE Bloomberg Global Solar Energy cresceu mais de 70% no período e várias ações mais do que triplicaramseu valor.
 
Um mercado equilibrado onde a produção coincide com a demanda está emergindo, segundo a IHS e a Bloomberg New Energy Finance. Além das estimativas da IHS e da BNEF, a pesquisa sobre energia solar incluiu estimativas do Deutsche Bank, Citigroup, HSBC , Yingli, PricewaterhouseCoopers, Solarbuz e Wacker Chemie. "As cifras de 2013 mostram a assombrosa escala do mercado chinês", disse  Jenny Chase, diretora de análises sobre energia solar na BNEF. "O painel solar está ficando cada vez mais barato e fácil de instalar e o governo da China e os governos europeus ficaram surpresos com a rapidez com que eles podem ser implementados". O Japão poderia instalar a capacidade recorde de 10,5 GW neste ano, enquanto os EUA construirão até 5,3 GW, mostram estimativas da BNEF.Bloomberg News (Brasil Econômico, 27/02)
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