Demanda chinesa reaquece o mercado de painéis solares

20.03.2014 (Brasil Econômico)
País asiático planeja instalar mais 14 gigawatts de energia solar neste ano consumindo a produção doméstica
 
Fabricantes de painéis solares estão voltando a ter lucros, pois a demanda na China está absorvendo a oferta excessiva que destruía as margens há mais de dois anos. A maior fabricante de painéis solares, Yingli Green Energy, informou na terça-feira que espera ser rentável no terceiro trimestre. Ela se une a seus pares - como a JinkoSolar, a Trina Solar e a JA Solar - ao gerar entre os investidores expectativas de receita e maiores remessas em 2014. 
O aumento da demanda por painéis solares está compensando uma superabundância global da capacidade de produção que eliminou os lucros em todo o setor e provocou a quebra de mais de uma dezena de empresas. Os desenvolvedores instalaram 37,5 gigawatts em painéis ao redor do mundo no ano passado, 22% mais que em 2012, e essa quantia pode aumentar até 39% neste ano, de acordo com ciados compilados pela Bloomberg. 
Esse crescimento está começando a absorver boa parte do excesso, especialmente entre os fabricantes chineses, que resultou de um acúmulo no final da década de 2000, afirmou Pavel Molcha-nov, analista da Raymond James Associates, em Houston. "Isso provocou uma diminuição real do excesso de capacidade". 
A China, que superou a Alemanha ao se tornar o maior mercado solai' no ano passado, pode instalai' mais de 14 gigawatts este ano, o que ajudará os produtores domésticos. O país asiático agregou um recorde de 12 gigawatts de energia solar em 2013, frente a 3,6 gigawatts há um ano, de acordo com dados da Bloomberg New Energy Finance. 
"A demanda aumentou em relação à capacidade", disse Mol-chanov. "O problema do excesso melhorou". 
As remessas da Yingli aumentaram 41% no ano passado para 
Os desenvolvedores instalaram 37,5 gigawatts em painéis ao redor do mundo no ano passado, 22% mais que em 2012, e essa quantia pode aumentar até 39% no decorrer de 2014 
As maiores fabricantes de painéis solares reduziram as despesas e estão preparadas para aproveitar o crescimento este ano, diz Nimal Vallipuram, analista da Gilford Securities em Nova York 
3,2 gigawatts, e a empresa disse que pode crescer até 31% em 2014. Seu prejuízo líquido diminuiu 38% no quarto trimestre, para 776,2 milhões de yuans (US$ 128,2 milhões). O diretor financeiro Wang Yiyu disse que a empresa se equilibrará no segundo trimestre e será lucrativa no terceiro. 
A empresa optou por ganhar participação no mercado em detrimento dos lucros, disse Patrick Dai, analista do Macquarie Group em Hong Kong. Embora isso faça com que ela fique atrás de concorrentes menores, ela alcançará as outras por fim. "Você não pode esperar que um elefante corra desde o primeiro passo", disse Dai. 
A JA Solar registrou uma renda líquida de 142,3 milhões de yuans no quarto trimestre, seu primeiro lucro desde o primeiro trimestre de 2011. As remessas para o ano aumentaram 22% para 2,1 gigawatts, e podem chegar a 2,9 gigawatts neste ano. 
A JinkoSolar foi a primeira fabricante chinesa de painéis solares a voltar a ser lucrativa, no segundo trimestre do ano passado. A empresa registrou uma renda líquida de 164,3 milhões de yuans no quarto trimestre e está aumentando sua capacidade de produção. As remessas de 1,9 gigawatts superaram as previsões em 10,5% e foram quase 63% maiores que em 2012. A empresa espera fornecer até 2,5 gigawatts em 2014. 
As maiores fabricantes de painéis solares reduziram as despesas e estão preparadas para aproveitar o crescimento este ano, disse Nimal Vallipuram, analista da Gilford Securities em Nova York. 
"Elas continuam a se dar bem reduzindo os custos, e o volume está aumentando com muita força", afirmou. "A demanda voltou com sede de vingança". Ehren 
Goossens, Bloomberg News 
Ed Jones/A FP 
Painéis solares em TIanjin, na China: Investimento do país reativa mercado 
I li 
Siderúrgicas menores elevam produção de aço 
A China produziu uma médíade 2,097 milhões de toneladas de aço por dia nos primeiros 10 dias de março, alta de 0,72% em comparação ao final de fevereiro e o nível mais alto desde meados de novembro, mas a produção das grandes siderúrgicas caiu de modo notável, segundo dados da 
associação de aço do país. 
A Associação de Ferro e Aço da China (Cisa, na sigla em inglês) disse que a produçãodeseus membros-as siderúrgicas maiores- atingiu 1,66 milhão de toneladas no período, com queda de 7,95% em comparação a fevereiro, indicando que as maiores siderúrgicas da 
China estão tomando medidas para reduzir a produção ante um severo excesso de oferta, altos estoques e preços em queda. 
Mas o aumento geral da produção no período mostra que siderúrgicas menores e privadas seguem aumentando 
a produção. Reuters (Brasil Econômico, 20/03)
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