Risco de déficit de energia é inferior ao de 2001, diz governo

Representantes do governo negaram ontem a possibilidade de falta de energia para atender ao consumo, do país durante a Copa do Mundo. A defesa ocorreu durante evento sobre o tema realizado em São Paulo pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). 
 
A hidrologia desfavorável deste ano, chamado de "evento extremo" por meteorologistas consultados pelo governo, é o fator principal para o baixo nível dos reservatórios neste primeiro semestre e pelo aumento do preço da energia no mercado livre, jã que foram acionadas mais térmicas para garantir o suprimento da demanda. 
 
Comparando a situação deste ano com a de 2001, quando o Brasil passou por racionamento de energia, Maurício Tolmas-quim, presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), afirmou que o sistema atual é muito mais seguro, mesmo com clima desfavorável. "Está aparecendo na imprensa um grande número de estudos que apresentam porcentagens altas de chance de déficit no fornecimento de energia. Só vou dizer o seguinte: usando a mesma metodologia de risco para 2001 e 2014, em maio, o risco de déficit no Sudeste há 14 anos era de 28%. Hoje, está em 6,7%", disse. 
 
Tolmasquim comparou também a capacidade de geração e transmissão do parque energético entre 2001 e 2014 e afirmou que nesse meio tempo houve expansão do sistema acima da demanda por energia, maior capacidade de transmissão da geração entre as regiões do país, e diversificação da matriz energética, com a inclusão de usinas de biomassa e eólica.
 
"Estamos mandando neste ano muita energia do Norte para o Sudeste e Nordeste, fato que em2001 não foi possível porque não havia linhas de transmissão suficientes. No pior cenário hidrológico da série histórica, que ocorreu em 1953, com a geração atual, teríamos 5% de excedente para a demanda projetada. Nosso sistema é seguro", garantiu Tolmasquim. (Valor Econômico, 20/05)
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