Indústria registra menor consumo de eletricidade desde 2009

O consumo de eletricidade nas indústrias caiu 4,3% em maio, para 14.900 GWh, a menor demanda para o mês desde 2009, informou ontem a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Em relação a abril, o recuo foi de 1,3%, feitos os ajustes sazonais.
 
A queda reflete a contínua perda de fôlego do setor, cuja produção caiu 0,6% em maio sobre abril (maior queda do ano) e teve retração de 3,2% ante o mesmo período do ano passado, segundo dados do IBGE.
 
A EPE nota que o baixo consumo é reflexo da queda de produção de segmentos eletrointensivos, em especial metalurgia e veículos, e aqueles voltados ao mercado externo, em que esses dois também estão incluídos.
 
A fraca demanda da indústria afetou o consumo nacional total, que cresceu 1,5% em maio sobre o mesmo período em 2013, a menor taxa do ano. No Sudeste, a região mais industrializada do país, o consumo de energia elétrica nas fábricas caiu 6% puxado por São Paulo (-5,6%) e Minas Gerais (-7,8%).
 
A redução da atividade em setores eletrointensivos, como metalurgia, permanece influindo negativamente no consumo de energia. A EPE cita dado da Associação Brasileira de Alumínio (Abal), que mostra que a produção brasileira do insumo em maio foi 26,4% menor do que em maio de 2013. E, de acordo com o Instituto Aço Brasil, a produção de aço bruto recuou 0,8% naquele mês.
 
Em São Paulo e no Rio Grande do Sul, o consumo industrial de energia também foi motivado pela retração nos setores automotivo e químico. De acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), em maio, a produção de veículos leves caiu de 23% e a de máquinas agrícolas e rodoviárias cedeu 10,5% na comparação com o mesmo período do ano passado. O consumo de energia nesse subsetor caiu cerca de 12% tanto em São Paulo quanto no Rio Grande do Sul.
 
No químico, a retração da atividade causou redução no consumo de energia de 8% em São Paulo e de 5% no parque gaúcho. A menor atividade no setor químico trouxe reflexos também no consumo industrial de Sergipe, que caiu 4,4%, em maio, e do Rio de Janeiro, onde a retração foi de 2,2%. No Nordeste, o consumo industrial de energia caiu 10%, no Sul, diminuiu 1,7%. No Norte, houve aumento de 9,4%, puxado pela retomada da metalurgia de ferroligas. No Centro-Oeste, houve alta de 2,9%. (Valor Econômico, 03/07)
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