Emergentes são campeões da energia limpa

Emergentes instalam energia renovável ao dobro do ritmo de países ricos: China e Brasil são os que têm maior potencial para atrair investimentos no setor
 
Os mercados emergentes estão instalando projetos de energia renovável a quase o dobro do ritmo dos países desenvolvidos. Um estudo de 55 países - entre eles a China, o Brasil e a África do Sul - concluiu que os emergentes instalaram um total de 142 gigawatts entre 2008 e 2013. O crescimento da energia renovável nesses mercados foi de 143%. Nos países ricos, a taxa de crescimento foi de 84%, segundo relatório da Climatescope.
 
No ranking geral, o Brasil vem em segundo, atrás apenas da China, em termos de potencial para investimentos em energia limpa, com critérios como mercado bem regulado e boa infraestrutura. A China é o maior produtor de equipamento fotovoltaico, tem a maior demanda de mercado para energia eólica e solar, e exibe boas políticas de energia limpa. Na América Latina e Caribe,o Brasil é o primeiro no ranking em termos de atratividade de investimentos neste setor. O investimento total em energia limpa nos 26 países latino americanos e do Caribe em 2013 foi de US$ 14 bilhões, dos quais 94% partiram do Brasil, do Chile, do Uruguai, do México e do Peru.
 
Frequentemente, o boom da energia renovável é impulsionado por motivos econômicos, disse Ethan Zindler, analista da BloombergNewEnergy Finance em Washington. A Jamaica, por exemplo, um país pobre e pequeno cujos custos atacadistas de energia são de cerca de US$ 300 por megawatt-hora,poderia gerar eletricidade com painéis solares a cerca de metade desse valor.Na Nicarágua, a energia eólica poderia custar metade da tradicional."A energia limpa é a opção de baixo custo em muitos desses países", afirmou Zindler. "As tecnologias são competitivas em termos de custos. Não no futuro, mas agora mesmo", completou.
 
Os países incluídos no estudo aumentaram seus investimentos totais em energia renovável para US$ 122 bilhões em 2013,mais do dobro do montante de 2007. Os 55 países do estudo da Climatescope promulgaram mais de 450 medidas ligadas à energia renovável, como o programa de energia renovável da África do Sul, que outorgou 17 licitações para projetos há cerca de um ano."Esses países estão tentando construir suas economias de energia limpa por si mesmos de forma muito proativa", disse Zindler. "Eles aprenderam muitas das lições sobre o que é preciso para desenvolver capacidade de geração de energia limpa e estão tomando medidas para fazê-lo", ressaltou. No dia 13 de outubro, a Agência Internacional de Energia disse que a energia renovável e a energia hidrelétrica fornecerão quase metade da geração requerida para o crescimento na África até 2040. A previsão é de que o consumo de energia nessa região crescerá 80% até 2040.
 
A Climatescope foi desenvolvida há dois anos pela Bloomberg New Energy Finance, pelo Fundo Multilateral de Investimentos do Grupo BID e pelo Departamento de Desenvolvimento Internacional do governo britânico. Bloomberg (Brasil Econômico, 31/10)
 
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