BRACIER organiza Workshop voltado para Cooperação no Desenvolvimento de Energia Eólica na América Latina

Atlas eólico desenvolvido pelo CEPEL pode favorecer o aproveitamento da complementaridade e a introdução das energias renováveis no Sistema Elétrico Brasileiro e na América Latina

Entre os dias 28 e 29 de agosto, autoridades e representantes das principais instituições do setor elétrico, incluindo o Ministério de Minas e Energia, reuniram-se no Rio de Janeiro para o lançamento do novo Atlas Eólico Brasileiro e para discutir as perspectivas de cooperação e integração entre os países latinoamericanos através do desenvolvimento da energia eólica. O Workshop Perspectivas de Cooperação Regional para o Desenvolvimento da Energia Eólica na América Latina – Potencial Técnico-Econômico de Geração foi uma realização conjunta do Comitê Brasileiro da CIER (BRACIER) e Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (CEPEL), com o objetivo de estudar o potencial eólico como primeiro passo para a expansão do uso desta fonte de energia e para a geração de novos negócios no setor. O evento também contou com o apoio da CIER e Eletrobras, e com o patrocínio da CAF (Banco de Desenvolvimento da América Latina).

Compuseram a mesa de abertura o Secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia (MME), Sr. Eduardo Azevedo; o Diretor de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação do CEPEL, Sr. Raul Sollero; o presidente Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Sr. Luiz Augusto Barroso; o Presidente do Conselho de Administração do BRACIER, Sr. Jayme Darriba; o Diretor Executivo da CIER, Sr. Juan José Carrasco; e o Diretor de Análises e Estratégia de Energia da CAF, Sr. Maurício Garrón. Participaram também do evento a Presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Sra. Élbia Gannoum, além de representantes da UTE do Uruguai e de uma universidade chilena.

Segundo o Secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do MME, Sr. Eduardo Azevedo, as transformações no consumo de energia, bem como os compromissos com o meio ambiente, representam novos desafios para o setor elétrico, o que demanda também um novo modelo de negócios que possa se adaptar para os cenários futuros. O Diretor Executivo da CIER, Juan José Carrasco afirmou que a integração energética na América Latina aumentaria sua segurança energética, possibilitando a otimização do uso de recursos, o estabelecimentos de preços mais competitivos, a preservação do meio ambiente e um maior volume de comércio de energia entre os países da região.

workshop cepel

Workshop reuniu autoridades na sede do CEPEL, no Rio de Janeiro, para discutir soluções para o desenvolvimento e expansão da energia eólica na América Latina. (Foto: Arquivo/Cepel)

Ainda segundo dados da CIER, atualmente na América Latina e Caribe o crescimento do consumo de energia elétrica é maior que o das emissões, sendo que 25% dessa energia provêm de fontes renováveis. Por outro lado, 14 países da Europa são responsáveis por 90% das emissões globais. Seguindo esta perspectiva, o presidente da EPE, Luiz Augusto Barroso, a expansão eólica é uma realidade, e o sistema deve estar preparado para poder aproveitar o máximo da complementaridade e da introdução das energias renováveis.

Energia Eólica em expansão

No Brasil, de acordo com os dados apresentados pela Presidente da Abeeólica, Élbia Gannoum, o Brasil já completa 25 de energia eólica, possuindo hoje 12 GW de capacidade instalada em 458 parques eólicos instalados. Segundo Gannoum, que representa o interesse dos investidores, nos últimos seis anos se desenvolveu a cadeia produtiva do setor eólico no Brasil (representando 80% de conteúdo nacional), sendo que a meta de produção é de 2 GW por ano. Além disso, a energia eólica também tem trazido desenvolvimento social nas regiões de implantação dos parques. No entanto, ainda enfrenta alguns desafios já conhecidos pelo setor elétrico, a saber: transmissão, mercado livre, meio ambiente, P&D, tributação, capacitação e logística.

De uma forma geral, há um alto potencial de energias renováveis nos países da América Latina. Assim sendo, é importante que haja maior cooperação entre os países a fim de se explorar o potencial eólico da região, principalmente para trazer mais recursos econômicos para as nações envolvidas.

Apesar de ainda existirem desafios a ser enfrentados, a energia eólica tem se tornado cada vez mais atraente tanto do ponto de vista técnico quanto comercial. É o que defende o Chefe do Departamento de Materiais, Eficiência Energética e Geração Complementar do CEPEL, Ary Vaz Pinto Junior. O especialista aproveitou a oportunidade para apresentar o Atlas Eólico desenvolvido pelo CEPEL. Em versão digital, o atlas permite avaliar o potencial de acordo com a velocidade e direção dos ventos, bem como em diferentes altitudes e nas diversas condições climáticas do extenso território brasileiro. O sistema foi calibrado a partir de dados das torres anemométricas de parques eólicos em operação, registrados no ano de 2013. As informações foram obtidas pelo CEPEL em conjunto com outras instituições como a EPE, MCTIC, INPE, INMET, DECE/ICEA, entre outras. A colaboração entre estes órgãos permitiu que a infraestrutura estivesse concluída para consulta, juntamente com mapas temáticos, os quais podem ser acessados em: www.novoatlas.cepel.br.

Durante o Workshop também se entendeu que é inegável a necessidade de novos mecanismos regulatórios, que possam atender às novas demandas e necessidades, bem como superar as restrições de transmissão entre os países. Além disso, aponta-se que a troca de experiência entre países que já identificaram seu mapeamento eólico poderia auxiliar os países que ainda não o fizeram. Há uma infinidade de recursos na América Latina que podem trazer inúmeros benefícios a todos os países; e a palavra de ordem para que saia do papel é “Cooperação”.

 

(BRACIER, 06/09/2017)

Tags: energia, CIER BRACIER energia eólica, integração energética, MME, Eletrobras, Cepel, meio ambiente, CAF, Atlas Eólico,

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